quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vazio

Três e quinze da madrugada, rolo de um lado para o outro da minha imensa cama de casal, imensa porque você não está mais aqui para ocupar espaço e me jogar para fora dela. Sua mania que eu implicava tanto, que eu acho que você acabava fazendo mais vezes de propósito. Você amava me irritar e eu sinto tanta falta disto. Me levanto, vou para a varanda fumar meus cigarros, meu vicio que você odiava, quando me lembro disso resolvo guardar o cigarro que eu estava prestes a acender. Sento naquele banco, em que toda noite eu deitava no seu colo para receber seus cafunés, fico olhando para essa cidade toda iluminada que tanto nos fascinava, sem você aqui ela não é mais tão fascinante. Eu ainda posso sentir o seu cheiro, ele ainda está na sua camisa azul bebê que você deixou aqui e que eu estou usando no momento. Resolvo parar com essa nostalgia.Vou até a cozinha, bebo uma xicara do seu cappucino predileto, percebo que nem querendo eu consigo te esquecer porque tudo nesse apartamento me faz lembrar você. Acho que deve ser porque eu passei a melhor época da minha vida nesse apartamento apertado com você. Apartamento que era apertado, hoje ele é tão grande, tudo isso é culpa sua, culpa da sua bagunça que se foi. Pego minha xicara e vou para a sala, ligo a televisão. Está passando o seu filme preferido, aquele que a gente assistiu mil vezes juntos, lembro das vezes que eu dormia abraçada contigo assistindo a esse filme, isso me faz cair em lagrimas. No fim do filme sua camisa já está encharcada. Penso em te ligar, mas você deve estar dormindo com outra ao seu lado. Meu celular começa tocar, é um toque diferente, um toque que eu não ouvia fazia três meses, é o seu toque. Saio correndo para te atender.
-Alô?
-Audrey, te acordei?
-Não...
-Ainda bem, a gente precisa conversar
-Por que? Achei que não havia mais nada a ser dito
-Eu também pensava assim, mas essa madrugada me fez perceber que há
-O que é?
-Não dá pra ser por telefone, é uma forma muito fria
-Então, a gente se encontra amanhã.
-Não, é urgente. Me faz um favor, abra a porta.
Ele desliga na minha cara, mas pouco me importo. Vou correndo abrir a porta. Olho pra frente, lá está ele com seu all star surrado, seu jeans escuro, sua outra camisa azul bebê e um buquê de rosas vermelhas. Ele me entrega o buquê com um cartão. Abro o envelope e vejo escrito com aquela letra que só eu entendo “Minha pequena Audrey, isso é clichê mas nós somos clichês.” Meus olhos se enchem de lagrimas. Ele me abraça forte, tanto que amassa as flores. Pouco ligamos para isso. Escuto as desculpas dele sussuradas no meu ouvido:
-Eu sinto falta de você e consequentemente sinto falta de mim.
E tudo volta a ser como era antes, quando ele beija meus lábios e diz que me ama.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma Vida e Suas Catastrofes.

Uma e quarenta e cinco da madrugada. Cidade de São Paulo. Boteco sujo. Há uma garota de cabelos negros, olhos azuis e pele pálida. Ela não está sozinha. Está acompanhada dos seus melhores amigos. Cerveja, cigarros e um ipod. Nele está tocando Ramones, Nirvana e Beatles. A garota bonita de cabelos bagunçados e atidude rock’n’roll se levanta, vai até o caixa e paga a cerveja. Sai pela porta a fora, sem rumo algum. Andando pelas ruas desertas de Sampa, vendo toda aquela paisagem, refletindo sobre sua vida. Para, acende um cigarro e senta na beira de um viaduto. Lágrimas escorrem no seu rosto, fazendo toda aquela maquiagem borrar. Ela começa a pensar nas imperfeições de sua vida, começa a pensar em toda a angustia que ele está fazendo ela passar, em toda a solidão que os seus “amigos” a deixaram, pensa que tudo isso é culpa dela, culpa da sua sinceridade, de seu drama. Lembra de todo sofrimento que já fez as pessoas queridas sentirem, de todas as brigas com sua familia e o quanto ela se afastou das pessoas que ela mais ama. Refletindo sobre tudo isso, resolve se jogar de lá de cima e acabar com todo o sofrimento. Escuta Nirvana pela ultima vez, fuma o seu ultimo Malboro e começa a voar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Me faz lembrar o tempo em que compartilhávamos

Ah, eu sinto tanto a sua falta e você nem faz ideia, eu bloqueio meus sentimentos e não deixo nada transparecer (eu acho, pelo menos tento) quando estou ao seu lado pois só assim eu tenho você por perto, pra você eu não passo de uma amiga que você pegou e depois tudo voltou ao normal mas pra mim não é tão simples assim, eu sofro por não te falar o que eu sinto e ainda mais por pensar que se eu falar eu vou te perder e esse é meu temor, sofro por não ser correspondida, sofro por ter que te ouvir falar das suas meninas mas eu ouço pra poder ter pelo menos o posto de amiga no seu coração. My little monkey, my baby.



"Eu só te liguei porque precisava ouvir
Aquelas coisas que eram tão normais
Que a gente não falava mais
Eu queria tanto te ouvir dizer agora

Então diga que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu
Então diga que o tempo fecha todas as feridas
Diga que não passa de mentiras
E nem por um segundo me esqueceu"
(Diga - Fresno)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Faça Algo por Você.

Eu sempre pensei mais nos outros do que em mim, mas ultimamente venho revendo meus conceitos sobre isso. Antes meus amigos vinham sempre na minha frente, sempre pensava "isso pode ser bom pra mim mas e pra fulana?". Sabe isso andava me fazendo mal porque ás vezes as coisas que eu desistia podia trazer uma tristeza rápida pra ela e uma felicidade duradoura pra mim. E eu desistia pra poder trazer felicidade para ela, só que algumas vezes a felicidade dela durava pouco e minha tristeza muito. Refletindo sobre isso, percebi que eu devo pensar mais em mim. Se não quem pensará?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sobre Todas as Coisas Que Eu Não Quero Lembrar.

Eu não quero lembrar de como tudo começou, de como você dava em cima de mim, de que naquela época era só eu. Não quero lembrar do "primeiro" encontro, das coisas que você deixou de fazer naquele doze de julho e das cantadas baratas mas que me faziam derreter. Não quero lembrar do nosso primeiro abraço, de você dizendo que estava com medo, dos apertões. Não quero lembrar das suas mordidas, do seu cafuné ou dos seus timidos beijos. Eu também não quero lembrar de nós dois (ou melhor, você) usando a perseguição daqueles dois gatos pretos como desculpa para nos beijarmos escondidos, nem do gosto de halls de melancia que seu beijo tinha. Muito menos quero lembrar que é só eu abrir meu celular ou olhar aquela marca no meu ombro para todas essas memorias virem á tona.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Inove.

Cansei...Simplismente cansei de falar somente de amor, não vivo só disso, ou melhor não vivo de amor. Porque se fosse pra viver eu não viveria. Chega de ser melodramatica menina. Ok, isso é o que menos importa. Eu mudei. Mudei tudo em mim, comecei pelo cabelo depois parti para o link do blog e em seguida para minha vida toda. Já tava ficando cansada de ficar sofrendo por ele, sendo que ele só me dá patada, tava ficando cansada de ficar tendo essa vidinha de merda (se é que podemos chamar isso de vida). É obvio que não vai se facil mudar assim de uma hora pra outra. Mas devagar se vai ao longe.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sempre que a chuva cair vou imaginar você aqui

Por que tanta coisa muda em apenas 60 dias? Eu me lembro muito bem 60 dias atrás tudo era perfeito, você era perfeito, nós eramos perfeitos. Tudo bem, não era perfeito mas ao menos havia felicidade. Pelo menos havia eu e você. Eu acreditava em uma mentira mas era uma mentira reconfortante, uma mentira que você sempre me falava. Eu me lembro muito bem, nós dois no meio da aula ou voltando daquele boteco sujo, você me contava essa mentira de uma forma tão linda. Aquelas aulas de geografia nunca mais foram as mesmas, aulas de nenhuma outra materia nunca mais foram tão legais quanto eram a dois meses atrás, nunca mais foram iguais as que eu passei com você do meu lado. Era tão bom quando, do nada, você sorria e falava: "eu te amo sabia?". Pois é na época eu acreditava e pensava que era verdade. Descobri que era mentira mas mesmo assim ainda prefiro acreditar. O pior é que eu ainda insisto acreditar que você vai chegar pra mim e falar: "eu ainda te amo, e te quero de volta" mas não é fácil isso acontecer principalmente porque você é trouxa e diz que gosta de uma menina que é apenas um rostinho bonito e que você nunca viu na vida. E enquanto nada disso acontece eu fico aqui que nem uma boba sonhando com você. É eu não tenho mais coragem que nem antes pra chegar e te falar: "sim eu ainda gosto de você" se você tivesse amadurecido quem sabe mas você ainda continua infantil ao ponto de "não vou ser seu amigo porque você gosta de mim" e como tá tudo voltando a ser como era a três anos atrás, prefiro que continue assim apenas amigos. Ao menos é melhor que nada.