quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma Vida e Suas Catastrofes.

Uma e quarenta e cinco da madrugada. Cidade de São Paulo. Boteco sujo. Há uma garota de cabelos negros, olhos azuis e pele pálida. Ela não está sozinha. Está acompanhada dos seus melhores amigos. Cerveja, cigarros e um ipod. Nele está tocando Ramones, Nirvana e Beatles. A garota bonita de cabelos bagunçados e atidude rock’n’roll se levanta, vai até o caixa e paga a cerveja. Sai pela porta a fora, sem rumo algum. Andando pelas ruas desertas de Sampa, vendo toda aquela paisagem, refletindo sobre sua vida. Para, acende um cigarro e senta na beira de um viaduto. Lágrimas escorrem no seu rosto, fazendo toda aquela maquiagem borrar. Ela começa a pensar nas imperfeições de sua vida, começa a pensar em toda a angustia que ele está fazendo ela passar, em toda a solidão que os seus “amigos” a deixaram, pensa que tudo isso é culpa dela, culpa da sua sinceridade, de seu drama. Lembra de todo sofrimento que já fez as pessoas queridas sentirem, de todas as brigas com sua familia e o quanto ela se afastou das pessoas que ela mais ama. Refletindo sobre tudo isso, resolve se jogar de lá de cima e acabar com todo o sofrimento. Escuta Nirvana pela ultima vez, fuma o seu ultimo Malboro e começa a voar.

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